
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – entidade brasileira que tem como objetivo a elaboração de normas para padronização e melhoria da qualidade de produtos, serviços e processos no Brasil. Também oferece orientações para formatação de trabalhos acadêmicos, como monografias, dissertações e teses
ACABAMENTO DE LUXO: qualquer detalhe mais elaborado na impressão de um livro aumenta o seu custo final. Verniz localizado na capa, gramatura e tipo de papel, detalhes coloridos no miolo, tudo isso deixa o livro esteticamente mais bonito.
ALMANAQUE: publicação editada anualmente contendo uma variedade de fatos de natureza heterogênea (efemeridade, anedotas, festividades e feriados, estatísticas e às vezes um calendário em comum). Recebe ISSN – é considerado um periódico.
ANO DE PUBLICAÇÃO: indicação do ano, mês e dia, quando houver, quando a obra for publicada.
ANUÁRIO: publicação em série que é editada anualmente, em geral, tem caráter estatístico, contém um resumo de atividades, informações diversas sobre assuntos técnicos.
AUTOR(ES): pessoa(s) física(s) responsável(eis) pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de uma publicação. Escreve o texto da obra a ser editada.
AUTOR(ES) ENTIDADE(S): instituição(ões), organização(ões), empresa(s), comitê(s), comissão(ões), evento(s), entre outros, responsável(eis) por publicações em que não se distingue autoria pessoal.

BROCHURA: encadernação simples, na qual os cadernos são costurados ou colados na lombada de uma capa mole.

CAPA DURA: acoplagem de um papel fino, tecido, percaluz, couro sintético etc. em um cartão de maior gramatura (acima de 1250g/m2). Esta questão está diretamente ligada à gramatura do papel, isto é: quanto maior a gramatura (ou quanto mais grosso for o papel), mais caro os custos de impressão.
CO-EDIÇÃO: edição entre duas ou mais editoras.
COLETÂNEA: conjunto selecionado de obras, escritas por diversos autores.
COPIRRAITE (COPYRIGHT): proteção legal que o autor ou responsável (pessoa física ou jurídica) tem sobre a sua produção intelectual, científica, técnica, cultural ou artística.
COPIDESQUE (COPYDESK): é uma etapa da produção editorial que já foi muito comum em redações jornalísticas. A palavra é emprestada do inglês “copy desk”, que quase saiu de circulação depois que os jornais brasileiros, ainda no século XX, foram dispensando esse trabalho especializado e agregando suas tarefas às responsabilidades do redator.

DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP): conhecida como ficha catalográfica. É o registro das informações que identificam a publicação na sua situação atual, no verso da folha de rosto. A ficha só pode ser feita pelo profissional Bibliotecário. Deve constar no verso da folha de rosto do livro.
(Digital Object Identifiers) – O DOI é um identificador alfanumérico atribuído a um objeto ou recurso digital para garantir sua acessibilidade e citabilidade persistentes na Internet. A International DOI Foundation (IDF) foi criada em 1998. O sistema DOI introduziu uma agência de registro centralizada responsável pela atribuição e manutenção de DOIs. Essa agência é conhecida como International DOI Foundation Registration Authority. Em 2000, o IDF lançou oficialmente o sistema DOI, inicialmente focando nos setores acadêmico e editorial. O objetivo foi fornecer um identificador confiável e persistente para artigos acadêmicos, periódicos e outros recursos digitais. As editoras começaram a atribuir DOIs às suas publicações, garantindo que, mesmo que os endereços da Web mudassem ou o conteúdo fosse movido, o DOI permaneceria constante e forneceria um link confiável para o recurso. O uso de DOIs se expandiu para além da publicação acadêmica. Outros domínios, incluindo agências governamentais, instituições de pesquisa e setores industriais, reconheceram os benefícios dos DOIs para garantir o acesso persistente aos recursos digitais. Os DOIs foram atribuídos a conjuntos de dados, documentos de conferências, relatórios e vários outros tipos de conteúdo digital, ampliando sua aplicação e relevância.
EDIÇÃO: todos os exemplares produzidos a partir de um original ou matriz. Pertencem à mesma edição de uma publicação todas as suas impressões, reimpressões, tiragens etc., produzidas diretamente por outros métodos, sem modificações, independentemente do período decorrido desde a primeira publicação.
EDIÇÃO ATUALIZADA / EDIÇÃO REVISTA: permanece o mesmo número de ISBN e também a mesma edição. Edição ampliada / Edição aumentada: permanece o mesmo número de ISBN e será a mesma edição.
EDITORA: casa publicadora, pessoa(s) ou instituição(ões) responsável(eis) pela produção editorial de uma publicação.
EDITORAÇÃO: conjunto de atividades funcionais de um editor, isto é: a seleção, programação, e comercialização dos originais.
EXEMPLAR: cada unidade impressa de uma publicação;

FOLHA DE ROSTO: folha que contém os elementos essenciais à identificação da publicação, assim como: autor, título, subtítulo, edição, local, editora e data.

ISSN – International Standard Serial Number (Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas). Trata-se de um código único que identifica publicações como jornais, revistas, trabalhos científicos e outros periódicos. É um atributo do título da publicação e acompanha o documento por toda a sua existência. É atribuído por centros nacionais e regionais da rede internacional do ISSN. No Brasil, o Centro Brasileiro do ISSN (CBISSN) é responsável por atribuir o ISSN. Este código é composto por 8 dígitos, separados por dois conjuntos de 4 dígitos, separados por hífen. Ex.: o ISSN da Revista Cadernos de Campo da Universidade de São Paulo é 2316-9133. Numa publicação o ISSN pode ser colocado na capa, logo abaixo do título, no cabeçalho e rodapé do site ou no rodapé de cada artigo. Se a publicação tiver diferentes suportes, como o físico e o eletrônico, ela receberá ISSNs diferentes.
ISBN – International Standard Book Number (Padrão Interncional de Numeração de Livros). É um número de 13 dígitos que identifica publicações monográficas, como livros, artigos e apostilas. ISBN é uma espécie de “RG” para as publicações, permitindo que elas sejam individualizadas e catalogadas. Ele é utilizado em mais de 200 países. Para solicitar um ISBN no Brasil, é necessário:
- Cadastrar-se gratuitamente no site da Câmara Brasileira do Livro (CBL)
- Acessar o perfil e iniciar a solicitação
- Inserir os dados da publicação
- Aguardar a emissão do ISBN, que pode demorar até quatro dias úteis
O ISBN é controlado pela Agência Internacional do ISBN, que coordena e orienta as agências nacionais de cada país. O ISBN é importante porque facilita o compartilhamento de metadados das obras em diferentes sistemas; permite identificar publicações por título, autor, país, editora e edição; torna as publicações únicas, possibilitando sua recuperação nacional e internacionalmente

LATTES

MIOLO: conjunto de folhas, reunidas quase sempre em cadernos, que formam o corpo da publicação.

ORGANIZADOR: pessoa física que reúne, em uma só obra, trabalho de outras pessoas.

REEDIÇÃO: edição diferente da anterior, seja por modificações feitas no conteúdo, na forma ou na apresentação da publicação, ou seja, por mudança de editor. (Cada reedição recebe um número de ordem: 2a edição, 3a edição, etc.)
REIMPRESSÃO: nova impressão da publicação, sem modificação no conteúdo ou na forma de apresentação (exceto correções de erros de composição ou impressão), não constituindo nova edição.
Sangria e margens de impressão – Esse é um dos vários elementos que ajudam a planejar o arquivo da sua impressão de forma que ele saia exatamente como esperado, sem imprevistos negativos que prejudiquem o resultado do seu material gráfico. Assim, é importante entender do que se trata esse termo para evitar qualquer tipo de erro na hora de imprimir qualquer projeto.
Sangria padronizada – A sangria na impressão tem o objetivo de evitar erros ao cortar ou refilar materiais gráficos impressos, como cartazes, catálogos de produtos, cartões de visitas e outros. Trata-se de uma “sobra” de imagem que deve ser estabelecida após a marca de corte de um determinado material. Sem esse elemento, o seu material impresso poderá ficar com bordas brancas. Sendo assim, quando você ouvir a expressão “sangrar” o arquivo, significa que a arte criada excedeu os limites no formato final do arquivo a ser impresso.
Assim, quando falamos no que é sangria padronizada, estamos nos referindo à utilização de um mesmo padrão em diferentes arquivos, o que pode ser feito em diversos softwares.
Por ser algo recorrente nas impressões de diferentes materiais, salvar as especificações da sangria ajuda a agilizar esse processo, que faz parte da rotina de toda gráfica.
Onde se aplica a sangria na impressão?
A sangria na impressão é aplicada nas bordas do layout de um material gráfico, como folhetos, cartões de visita, revistas e cartazes.
Ela refere-se à área que ultrapassa os limites finais da página (ou área de corte) e é essencial para garantir que, ao cortar o material, não haja margens brancas indesejadas nas bordas.
Na prática, a sangria na impressão costuma ter uma extensão de 3 a 5 mm ao redor de todo o layout, permitindo que o design e as cores continuem além dos limites reais do documento.
Assim, quando o material é cortado na guilhotina, os possíveis desvios do corte não comprometem o resultado visual, mantendo as cores e os elementos do design até a extremidade do produto final.
Margens x sangria na impressão: saiba mais
Como a comunicação gráfica é composta por muitas expressões próprias desse ramo, é natural que quem não tem tanto contato com a área acabe confundindo alguns termos. Assim, muitas pessoas confundem o que é sangria com a definição de margem.
Confira as características de cada um desses elementos:
Sangria – A sangria na impressão é uma borda que garante que o material não fique com espaços brancos ou margens falhadas por conta do corte. Para isso, ela deve ser feita para fora da área do projeto. Esse é um elemento fundamental para a entrega de materiais gráficos impressos com ótimo acabamento. Dessa forma, uma das características da sangria é que ela consiste em uma continuação da arte impressa, já que precisa garantir que não reste nenhuma borda branca após o corte do material.
Marca de corte – A marca de corte, por outro lado, tem como principal objetivo direcionar o refile de forma precisa, garantindo um bom acabamento para o produto final.
Ainda assim, ela também desempenha um papel importante antes disso, pois auxilia no registro da impressão e garante que cada cor seja depositada no local exato do papel. É justamente a partir da marca de corte que fica a sangria, garantindo que qualquer variação no processo de cortar o papel não interfira na qualidade do produto final.
Marca de segurança – A marca ou margem de segurança consiste em uma borda simbólica, criada visando garantir que a impressão seja feita de forma assertiva. Para isso, ela fica um pouco mais para dentro em relação à marca de corte e não deve conter elementos visuais importantes. Dessa forma, assim como a sangria é fundamental nos casos em que o corte varia para fora da marca ideal, a marca de segurança é essencial para aqueles em que o corte é feito mais para dentro.
É comum que ela seja de 5 mm em cada canto do arquivo, contemplando todas as imagens, textos e outros elementos visuais dentro desta limitação. Para materiais encadernados, pode-se considerar uma margem de segurança de 15 mm na borda da encadernação, por exemplo.
Assim, se você entendeu o que é sangria e como ela se distingue desses outros elementos, deve ter percebido a importância que eles têm para uma boa impressão.
