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O mercado editorial sinaliza que escritores e editoras que não se adequarem às mudanças não conseguirão se destacar no setor. Em um mercado dinâmico e diante de consumidores exigentes, adotar práticas de ESG (Environmental, Social and Governance – Ambiental, Social e Governança) deixou de ser uma tendência. Trata-se de uma necessidade do setor, principalmente quando o assunto é impressão com visão ecológica. As transformações e tendências vislumbradas para o setor são:
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O Global 50 – The Ranking of the Publishing Industry 2024, apresenta dados e análises fundamentais sobre as maiores empresas editoriais do mundo. O relatório lista 47 companhias, levando em conta o ano fiscal de 2023 e abrange os principais setores tradicionais da indústria do livro: comércio, ou publicação de livros para o consumidor, publicação educacional, bem como CTP (científico, técnico e profissional), incluindo periódicos acadêmicos. Neste ranking constam duas empresas brasileiras: Cogna Educação (36ª) e FTD Educação (42ª). Aparecem na apuração as empresas que tiveram faturamento superior a € 150 milhões. A receita gerada pelas 10 primeiras empresas na lista representa 55% do faturamento total do setor rastreado para o ranking.
Repetindo os resultados vistos no último ano, Outros destaques – O estudo também elenca os novos modelos de negócios que vêm se popularizando no mercado editorial mundial como, a exemplo do que vimos acima com Cogna e FTD, a publicação educacional – segmento no qual o Brasil se destaca. No relatório, Rüdiger cita que a maioria das principais empresas educacionais mundo optou por ir além da venda de seu conteúdo para clientes individuais (alunos, professores, pais) e instituições (escolas, governos). Em vez disso, muitas delas trabalham diretamente com grupos grandes de professores (por exemplo, na Coreia), operam suas próprias instituições de treinamento e educação, ou trabalham em estreita colaboração com governos, beneficiando-se de substanciais subsídios financeiros ou outras formas de apoio, como no Brasil e Rússia. O relatório aponta ainda para a expansão no segmento educacional, dando como exemplo a grande produção de livros didáticos digitalizados e a oferta do conteúdo educacional de forma mais ampla. De maneira geral, o Global 50 afirma que não ocorreram mudanças significativas entre este ano e o anterior. “Embora alterações massivas ainda não tenham ocorrido no setor, o impacto de longo prazo da digitalização não deve ser ignorado. A digitalização é também um fator crucial para a expansão de novos entrantes, tanto startups quanto plataformas originárias de outros contextos de mídia além do livro tradicional, que conseguem levar com sucesso conteúdos relacionados a livros e autores diretamente aos olhos e ouvidos dos consumidores. Para os próximos anos, espera-se uma aceleração tanto na velocidade quanto na profundidade das transformações em todos os setores do mercado editorial. |
10 maiores editoras e grupos editoriais do mundo, segundo o Global 50 2024:
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