Os padrões de publicação acadêmica são diretrizes que estabelecem parâmetros de qualidade para a comunicação no mundo acadêmico. Eles incluem normas de formatação, regras éticas e procedimentos para a condução de pesquisas.
Esses padrões são importantes para: estabelecer a credibilidade do trabalho, padronizar a comunicação entre cientistas, garantir o rigor técnico e de forma e evitar o plágio.
Exemplos de padrões referem-se a:
- Normas de formatação, como espaçamento, margens, fonte e tamanho de fonte.
- Regras éticas, como honestidade, integridade e responsabilidade.
- Procedimentos para pesquisas, como fazer testes legítimos e não tendenciosos.
- Procedimentos para referências e citações.
Muitas instituições publicam seus padrões em consonância com padrões nacionais e internacionais. Os principais padrões no contexto nacional são os seguintes:
Normas ABNT
As normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para a elaboração de trabalhos acadêmicos são especificadas na NBR 14724.
Essas normas padronizam a forma de redigir e apresentar os trabalhos científicos, facilitando a avaliação e o reconhecimento pela comunidade acadêmica. As principais normas da ABNT para trabalhos acadêmicos são:
- Tamanho da folha: A4
- Margens: 3 cm para as margens superior e esquerda, e 2 cm para as margens inferior e direita
- Fonte: Arial ou Times New Roman, tamanho 12, em cor preta
- Espaçamento: 1,5 entre linhas, e 1,0 para citações com mais de três linhas
- Alinhamento: Justificado
- Paginação
- Sumário
- Citações e notas
- Referências bibliográficas
Além da NBR 14724, outras normas da ABNT que podem ser utilizadas em trabalhos acadêmicos são:
- NBR 10520 – citações.
- NBR 6023 – referências.
- NBR 6024 – numeração progressiva.
- NBR 6027 – sumário.
- NBR 6028 – resumos, resenhas e recensões
É importante sempre consultar as exigências específicas das instituições em que o trabalho está sendo desenvolvido.
Padrão Qualis CAPES
Sistema de classificação de periódicos e artigos científicos, criado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (CAPES).
A classificação é feita em estratos, que vão de A1 a C, representando um nível de reconhecimento e impacto. Essa classificação Qualis Capes é utilizada para avaliar a produção intelectual de professores, estudantes e egressos de programas de mestrado e doutorado. Os critérios de avaliação variam de acordo com a área, mas, de forma geral, consideram:
- Qualidade dos artigos.
- Periodicidade
- Qualidade do corpo editorial.
- Diversidade de origens dos autores.
- Difusão e popularidade da revista.
- Indexação em bases de dados científicos.
Entre 1996 e 1997, uma comissão de especialistas estrangeiros foi convidada pela Capes para avaliar uma metodologia trienal de avaliação. Para isso, foi necessário o envio de relatórios sobre quais periódicos foram mais publicados durante o triênio analisado. Após essa coleta de dados, em 1998, surgiu o Qualis Periódicos.
Com essa lista, as comissões científicas da Capes foram divididas por áreas e classificaram em A, B e C as revistas de abrangência internacional, os periódicos com alcance nacional e os títulos com foco no público local, respectivamente. Outros critérios de análise, como periodicidade, sistema de avaliação por pares, corpo editorial, indexação, normalização, entre outras características, são usados por cada comitê.Essa versão inicial do Qualis para periódicos se manteve até 2006. Para o triênio seguinte, a Capes inaugurou o chamado Novo Qualis, em 2008. Esse modelo ainda é o vigente.
Veja aqui mais informações sobre CLASSIFICAÇÃO DE PERIÓDICOS NO QUALIS/CAPES.
Texto extraído de: WebQualis / Organizadora: Vilma Costa Bastos – Bibliotecária ICS/UFPA.
QUALIS é o conjunto de procedimentos utilizados pela Capes para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. Foi concebido para atender às necessidades específicas do sistema de avaliação e é baseado nas informações fornecidas por meio do aplicativo Coleta de Dados. Como resultado, disponibiliza uma lista com a classificação dos periódicos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da sua produção.
A estratificação da qualidade dessa produção é realizada de forma indireta. Dessa forma, o Qualis afere a qualidade dos artigos e de outros tipos de produção, a partir da análise da qualidade dos veículos de divulgação, ou seja, periódicos científicos.
O Qualis Periódicos está dividido em oito estratos, em ordem decrescente de valor:
A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C.
Os quatro primeiros estratos ficaram assim classificados:
A1 – Fator de Impacto igual ou superior a 3,800
A2 – Fator de Impacto entre 3,799 e 2,500
B1 – Fator de Impacto entre 2,499 e 1,300
B2 – Fator de Impacto entre 1,299 e 0,001
Para ser incluído nos quatro estratos superiores, o periódico deve ter fator de impacto medido pelo Institute for Scientific Information (ISI).
A classificação de um periódico em cada um desses estratos baseia-se em alguns princípios:
► A posição do periódico na escala depende do seu fator de impacto.
► O número de periódicos A1, que é o estrato superior da escala, deve ser inferior ao de A2.
► A soma de A1 + A2 deve corresponder a, no máximo, 26% dos periódicos em que a área publicou artigos no triênio anterior.
► A1 + A2 + B1 não podem ultrapassar 50% de todos os periódicos do triênio anterior.
O indicador para classificar os periódicos B3, B4 e B5 (que não possuem fator de impacto) é a base de dados em que os mesmos estão indexados. Conforme abaixo:
►Indexação de periódicos em bases internacionais, de amplo acesso e veiculação, confere classificação mais elevada. Exemplo: os periódicos indexados no Medline/PubMed são classificados como B3.
►Versões eletrônicas de periódicos indexados no ISI, mas que ainda não possuem sua própria indexação, são classificadas como B3.
►Periódicos indexados no SciELO são classificados como B4.
► Periódicos indexados no LILACS, LATINDEX ou semelhantes são classificados como B5.
► Por fim, os periódicos irrelevantes para a área são classificados no estrato C e não receberão pontuação.
RESUMINDO, os periódicos pela classificação Qualis estão distribuídos em oito estratos, a saber:
A1 – o mais elevado, com Fator de Impacto igual ou superior a 3,800.
A2 – Fator de Impacto entre 3,799 e 2,500
B1 – Fator de Impacto entre 2,499 e 1,300
B2 – Fator de Impacto entre 1,299 e 0,001
B3 – B4 – B5 — São indexados em bases MEDLINE, SCIELO, LILACS, etc., mas sem Fator de Impacto.
C – irrelevante, com peso zero.
A classificação de periódicos passa por processo anual de atualização. É realizada pelas áreas de avaliação que enquadram esses periódicos em estratos indicativos da qualidade.
Note-se que o mesmo periódico, ao ser classificado em duas ou mais áreas distintas, pode receber diferentes avaliações. Isto não constitui inconsistência, mas expressa o valor atribuído em cada área e a pertinência do conteúdo veiculado.
O aplicativo que permite a classificação e consulta ao Qualis das áreas, bem como a divulgação dos critérios utilizados para a classificação de periódicos, é o WebQualis.
Para pesquisar no WEBQUALIS (veja figura a seguir):
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